Cirurgia Robótica
A história da cirurgia robótica tem início com a criação do Da Vinci, nome dado ao primeiro robô desenvolvido para auxiliar em operações, em 1999. A ideia, em princípio, era que ele ajudasse em procedimentos a distância. Por isso, foi desenvolvido em parceria com o exército norte-americano, para ser um recurso de saúde em guerra. O primeiro teste do Da Vinci aconteceu em 2006, na Califórnia, com um médico controlando o robô em Seattle.
No Brasil, o procedimento robótico inaugural foi realizado em 2008, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Atualmente, cerca de 60% das cirurgias feitas com auxílio do robô são de urologia. A segunda categoria mais comum é a cirurgia geral (aparelho digestivo) e, em terceiro, a ginecologia.
No Brasil, a área conta inclusive com uma entidade dedicada ao tema. Trata-se da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil). Mas a prática ainda é limitada, restringindo-se a uma pequena parcela dos mais renomados hospitais brasileiros.
A cirurgia robótica caracteriza-se por ser um tipo de cirurgia minimamente invasivo. Na prática, pode ser considerada uma evolução da cirurgia laparoscópica. No procedimento, também são feitas pequenas incisões. Além da câmera, entram em cena braços do robô com instrumentos cirúrgicos – mas diferentemente da laparoscopia eles fazem a operação a partir de um console de onde o médico controla os braços do robô. As pinças conectadas aos braços robóticos simulam o punho humano, com rotação de 540 graus ( punho humano gira 360 graus) o que facilita dissecções dos tecidos e suturas, resultando em menos sangramento e menor trauma cirúrgico
Vantagens da cirurgia robótica
Comparada com a modalidade comum, a cirurgia robótica apresenta inúmeras vantagens. Entre elas, é possível destacar os seguintes atributos:
- Visualização de imagem em alta definição com ampliação de 10 vezes e visualização tridimensional;
- Melhor detalhamento dos planos dos tecidos;
- Movimento escalonado com filtração de tremor;
- Melhor ergonomia para o cirurgião;
- Uso de pequenas incisões;
- Pinças que proporcionam movimentos delicados e facilitam suturas ;
- Recuperação mais rápida do paciente;
- Menor tempo de hospitalização;
- Menor perda de sangue e menor taxa de transfusão;
- Redução da dor, já que a maioria dos pacientes não necessita de medicamento para controle da dor após a alta;
- Menor risco de infecção Segurança.
É preciso sempre lembrar: o robô não funciona sozinho. Todos os movimentos executados pela tecnologia são realizados pelo cirurgião responsável a partir do console. O procedimento robótico conta ainda com alguns mecanismos de segurança extra – que agem no sentido de conter ações imprevistas feitas pelo médico. Nesse caso, o robô trava a máquina momentaneamente.
A cirurgia robótica é realizada por meio de pequenas incisões feitas no corpo do paciente, exatamente como acontece em procedimentos realizados por meio de laparoscopia. A diferença é que agora são introduzidos os braços do robô com os instrumentos cirúrgicos e a câmera.
O robô realiza a cirurgia sozinho?
O procedimento é seguro?
Qual a diferença entre a cirurgia robótica, a laparoscopia e a cirurgia aberta?
Toda cirurgia pode ser feita pela plataforma robótica?
A cirurgia contempla quais especialidades?
Há um perfil de paciente que não pode passar pela cirurgia?
Como funciona a recuperação da cirurgia robótica?
Quais são os benefícios da cirurgia para o médico?
A plataforma robótica ganha ainda mais espaço quando relacionado a procedimentos complexos que exigem muitas horas de dedicação da equipe médica. O robô trouxe ergonomia para o médico, que consegue realizar movimentos com os braços robóticos impossíveis de serem reproduzidos por mãos humanas. Além disso, possui visão de alta definição em 3D e braços mecânicos que eliminam possibilidades de tremor, que poderiam surgir em cirurgias com muitas horas de realização.
A tecnologia robótica permite realizar cirurgias complexas de forma minimamente invasiva
A robótica permite ao cirurgião realizar procedimentos complexos por via minimamente invasiva.
Ela pode ser utilizada em todos os procedimentos do aparelho digestivo.
As pinças articuladas permitem movimentos que simulam o punho humano, facilitando dissecções e suturas. Além disso, o cirurgião conta com uma visão ampliada e em 3D.
Traz como vantagens aos pacientes menos dor no pós operatório, menos resposta inflamatória, menos dias de internação hospitalar, retorno mais rápido as atividades e melhores resultados estéticos.
Mitos e Verdades sobre a Cirurgia Robótica
1. Quem opera o paciente é o robô
MITO!!!
A cirurgia é feita pelo cirurgião.
Todos os movimentos são feitos pelo cirurgião sentado no console e os movimentos são reproduzidos na pinça robótica introduzida na cavidade abdominal do paciente.
2. A recuperação da cirurgia robótica é mais rápida.
Vemos um menor tempo de internação nos pacientes submetidos a cirurgia robótica, menos tempo de UTI nas cirurgias de grande porte e retorno mais rápido às atividades laborais.
3. Somente cirurgias de grande porte apresentam benefícios.
Em todas as cirurgias há um benefício quando feita por cirurgia robótica.
4. A visão é melhor na cirurgia robótica.
A imagem vista na laparoscopia é 2D enquanto que na robótica o cirurgião consegue ter a visão 3D, além de ter uma imagem ampliada do campo cirúrgico.
5. Todas as cirurgias podem ser feitas por via robótica.
Todas as cirurgias de cavidade (abdominal ou torácica) ser feitas por cirurgia robótica. Cirurgias do aparelho digestivo podem ser feitas por via robótica sempre. Já as cirurgias plásticas, por exemplo, não
Cirurgia robótica: o caminho mais seguro para sua recuperação
Menor tempo de internação
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